terça-feira, 17 de abril de 2012


Ponto de Mutação

Minha experiência com leitura não foi uma das melhores, igual  a tantas outras. Por não nascer em lar em que a leitura  não praticada, apenas  na escola passei a ter contato com livros. Sempre fui estimulada a estudar, regra  primeira e básica, onde os livros didáticos  eram o único  recurso. Lembro-me fascinada quando  na 1ª série, em 1969, minha professora, Maria Teresa, leu para nós alunos e  deixou  olharmos  a revista Manchete que publicara uma reportagem sobre o foguete “Apolo 11”, nunca esqueci da cena em que saiu da sala foi até a estrada mostrar também para o meu pai. Esse breve momento ficou gravado em minha memória, pois  o acesso  a leitura  era esporádico. Outra lembrança marcante  foi quando na década de 1970, não me lembro  em que ano ou momento li por acaso o livro  “A Vaca Voadora” de  Edy Lima, que voltei a lê-lo  anos depois, e outras  aventuras da  Vaca. Atualmente, sou leitora assídua, lei tudo que  chega em minhas mãos, leio para mim, para os alunos, para os sobrinhos, em fim,estou sempre com um livro em mãos, meu objetivo é despertar  o prazer  de outros pela leitura  através  de exemplos, de palavras, pois essas  carregam magias, segredos, uma leva a outra, uma puxa outra, outra, outra, e assim vamos seguindo seus sons, atravessando o espaço e o tempo, saindo  do mundo das sombras para a luz  do conhecimento.

Um comentário:

  1. Bonito depoimento, Marlene!!!
    Ler é uma ação que acaba sendo natural. Muitos dizem que não leem, porém, mal sabem que são leitores em potencial, afinal, para viver é preciso ler a vida. Que tenhamos ânimo sempre para plantar esta ideia de leitura na vida das pessoas que por nossas vidas passarem.

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